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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Adrenalina


Acabara de sair de mais uma aula para aquisição da permissão para dirigir automóveis. Logo ao lado da escola de direção, havia um buraco que dava saída aos gritos de uma torcida feminina. O buraco era a porta de uma quadra poliesportiva. Sendo assim, o Homem que é Homem do Veríssimo que há em mim, em todos nós, despertou. Fui até o local, vi pernas bonitas, gritinhos juvenis e uma disputa de voleibol. Voleibol masculino para ser preciso.
O jogo satisfazia as condições de disputa colegial. A torcida, as duas dúziasde garotas das respectivas escolas em disputa, eram uníssonas. As palmas de vinte e quatro mãos se comprimiam umas às outras e acompanhavam a nada criativa performance vocal: “(pá-pá-pá!) Idalina! Idalina! Idalina!”. Idalina era o nome de uma escola. A torcida outra, fazia o mesmo, apenas substituindo o nome daquela agremiação a ser gritada e neste caso gritava-se “Ephigênia! Epphigênia! (pá-pá-pá!)”.
Foi quando a adrenalina e os meus olhos entraram em sintonia. Mais cedo ainda que às 11 horas que o meu relógio de pulso marcava momentaneamente, eu vi a seleção brasileira feminina de vôlei perder um jogo para a seleção japonesa no campeonato internacional. O vôlei não havia pedido licença ao meu dia. Entrou de supetão com a derrota das belíssimas brasileiras. O que de interessante poderia haver então num ‘’jogazeco’’ de colegial em pleno alçar da minha fome pontual? Pois havia. Era a tal adrenalina que nomeia esta tentativa de crônica que escrevo. Ela, A safadinha (adrenalina), possui formas nada comuns, mas muito atraentes. Ela poderia ser também o que a minha vovó chamava de encosto, pois tomou de assalto o extinto mais sereno que havia ali naquela quadra. A cada ponto disputado, principalmente ganho, os times e os guris se alternavam entre sorrisos, urros, dancinhas à Michael Jackson – e pasmên - até beijos e abraços que garotos dessa idade não executam por receio de que algum cronista sem nada o que fazer poderia taxar como gesto de veado no bom brasileirês. Era lindo de se ver, visse! Eu tinha que participar também. E meu peito escolhera a torcida pela Ephigênia. Ah! Ephigênia! Era a escola que eu havia estudado nos idos do ano passado. E o time, era comando por uma ilustríssima ‘’raposa’’ do saber humano, uma professora querida, a qual me ensinara conceitos técnicos de esporte que não aprendi. Ela é mestra doutoranda do bem. É Honoris Causa da Universidade do Nosso Sinhozinho Deus. E como não podia ser, usava seu conhecimento psico-agregador para conduzir o time masculino de vôlei do Ephigênia à vitória. Mas como nem tudo são rosas, ali também estava a Idalina. E como a sabedoria é popular, se disputa esportiva é quente, imagina com nomes de mulheres? Eu é que não sou besta de queimar minha barra com nenhuma.
O jogo não estava disputado. A Idalina venceu fácil o primeiro set. Os moleques eram ágeis, mais altos e mais fortes, mais preparados. Eram um tanto soberbos, mas merecedores da façanha. A sua treinadora fazia a linha dura. Conhecia-a. Só pensava em vencer. Só. E vencia a partida. Mas, isso não vem ao caso quando se começa a relatar o início do segundo set. Pois o pior jogador do Ephigênia, o Léo, estava em quadra. Não sabia recepcionar uma bela loira que lhe dava mole, imagina uma bola sacada à força total? Esquece. Eu não dava nada por ele. Pra mim, era a assinar a derrota com papel timbrado em cartório do Polvo Paul da Copa Del Mundo. Porém, foi quando a adrenalina entrou em jogo sorrateiramente, literalmente inclusive, e Léo fez um pontaço maravilhoso à Giba. Nem a treinadora-psicóloga-humanista acreditava nisso. O time do Ephigênia muito menos. Ao ver aquela belezura de ponto, as expressões foram sentindo as inquietações da Safadinha. Em poucos segundos os jogadores, principalmente o Léo, estavam embriagados pela ela. Fora pontos e mais pontos. Urros, gestos, pulos e abraços eram distribuídos entre os companheiros de time. A treinadora ria e fazia transparecer em sua face amiga a felicidade. A torcida batia palma em ritmo variável, mas coordenado. Parecia torcida organizada do Corinthians. Era tudo lindo. E o empate se deseenhou no placar.
Ademais, ainda há uma constação psico-social a fazer sobre isso tudo. Nos times havia líderes, craques, melhores jogadores. Mas nenhum deles eram os mais exaltados. Dentre os embriagados pela Safadinha, o seu cambalear tinha pouca graça aos olhos do espectador em comparação a um jogador como o Léo, por exemplo. Léo parecia ter rompido o hímen da Angelina Jolie. Não precisava explicar o grau de felicidade. Era lindo de se ver. E bom de invejar. Era incrivelmente engraçado vê-los brilhar, uma vez sequer, numa cidade qualquer, observados por um cronista qualquer, num jogo qualquer, entregando-se à adrenalina de corpo e alma.
Naquele momento, eu senti uma vontade estranha de me afastar. De ir embora sem olhar pra trás. Era estranho, mas era uma sensação imperativa. Como se a bela morena me esperasse à mesa com um vinho do porto num longínquo lugar longe dali. Eu precisava ir embora. E fui. A adrenalina perdeu o efeito sobre mim. No lugar dela, havia algo análogo à sensação de uma noite bem dormida, quando você quer ficar um minuto que seja a mais na cama para que num passe de mágica pudesse guardar aquele conforto pra si. Era assim que me sentia. Segui a miragem da morena, fui-me embora. Não esperei o final do jogo.

sábado, 14 de agosto de 2010

A contra politização da juventude


A contra politização da juventude

Os jovens e a política sempre foram aspectos indissociáveis da sociedade. Os recém saídos das fraldas como gosta de frisar minha mamãe, vão "formando" sua consciência política desde cedo e quando sentem-se seguros pra opinar e se fazer presentes para sociedade, começam a debater a política. E se vagar nesse mundo contraditório, hábil e perspicaz é difícil até para "macacos velhos", quiçá para adoslescentes em plena efervescência identitária.
Retomando a lógica das aspas colocadas no verbo formando, é necessário que eu explicite minha visão de como as conclusões políticas surgem.
Primeiramente, elas começam no local natural, no lar de cada pessoa. O ponto inicial é a educação recebida dos pais, que olhando de forma generalizada, apregoam valores muito semelhantes, com raras atitudes mais liberais tão quanto mais conservadoras. Especificando, as crianças brasileiras nascem em lares cristãos, geralmente católicos. A ética religiosa é sempre a mesma. Os dogmas de conduta social são os mesmos. Até o pãozinho de leite entregue nas missas antes da eucaristia é sempre igual. Porém, sempre era muito bom comê-lo.
É a vez da escola. As crianças são introduzidas num sistema educacional padrão, antigo e arcaico, que do meu ponto de vista atual, atua como modelador de identidades. É a fase intermediária da padronização que todos estão submetidos pela cultura brasileira. Lembro-me bem: eu era do tipo ordinário quando pequeno. Apesar de ter a pentelhação de um menino nada tímido, desde cedo submetia-me facilmente às imposições do sistema educacional. Aos 5 anos, se a professora pedisse que desenhássemos um carrinho azul, eu o desenhava. Mas sempre havia algum "burrinho", que no pensamento positivista que já havia se introjetado em mim, recusava-se a pintar o distinto carrinho de azul. A professora, ora calma ora ríspida, dizia para o "revolucionáriozinho" pintá-lo da cor pedida para que ele não fosse o mentecápito. O mini "Che Guevara" tinha que obedecer. Dentro da sala de aula, na boca de uma professora de primário, dentro daquele sistema educacional ordinário e padronizador, a palavra ordem consistia em algo irrefutável por dois motivos: por óbviamente não haver uma criança que pudesse aos 5 anos entender toda aquela conjuntura existente, mas também o motivo de que aquelas situações normativas poderiam vir a ser uma ponto fulcral na formação de mentes iguais. Logo adiante, chega a vez daquela que denomino primeira mudança radical do sistema educacional, que é a entrada à escola fundamental. Aliás, termo muito inapropriado essa "mudança radical", pois isso só acontece de fato na ansiedade íntima que a criança tinha. Afinal, o novo-velho sistema padronizador continua ali. E agora possui traços mais fortes e mais complexos. Agora existe horário de aula. Não há mais aquela brincadeira cotidiana no parquinho com os amiguinhos. A mensagem da coordenadora da nova-velha escola é clara: "Crianças, vocês já são mocinhos. Sejam bem-vindos!". Estufados de orgulho da tal mocidade, até aquele revolucionáriozinho do carrinho azul já não existe mais. O sistema é claro e a dúvida é passível de punição, até o nono ano. Novamente, é época de nova decepção/mudança. A entrada no ensino médio vem ser a fase derradeira da homogeinização das pessoas. É o retoque final da alienação que cabe à educação vigente no Brasil. Aqueles próximos três anos, configuram duas saídas: o (des)preparo para universidade ou para o mercado de trabalho. Não há tempo pra retóricas atrasadas e desvirtuantes do "processo natural das coisas", dizem os professores. O movimento estudantil é só algo simbólico. As matérias de estímulo ao senso crítico continuam à margem do curriculum escolar. Já estão todos convertidos em fiéis seguidores da (des)ordem e do (regresso?) progresso. Está findada em pinceladas breves a instituição escola na Terra Brasilis.
Paralelamente a tudo isso, a mídia possui grande responsabilidade na contra politização da juventude. Apesar de toda a aparente convocação à liberdade de expressão, de participação popular e financeira a que os jovens são estimulados, há intenções muitas vezes obscuras que precisam ser "reveladas". A mais simples das intenções, óbviamente é ser o alento ao jovem convertido ao sistema. Ela [a mídia] não precisa mais fazer o trabalho de base na cabeça das pessoas. O senso comum construído varagosamente por tantos anos de conteúdo homogêneo na escola, nos lares e no próprio ciclo vicioso que a cultura brasileira está inserida, já são o alicerce para manipulação. À mídia e ao estabilishment basta colher os frutos. Basta provar em discursos de analistas políticos de meia pataca que a sua inflexibilidade quanto à mobilidade social, à empatia com o próximo e a total devoção de que o mundo é assim, sempre foi assim e que o correto é se manter como tal é o próximo passo. É quando jabores da vida surgem como modelo de inteliggentzia a ser seguido. É quando o jovem tem a certeza de que a cultura brasileira, muito rica, mas de aspectos históricos horrendos e ainda muito presentes no inconsciente social das pessoas manifesta-se. Como disse Che: "ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética". Nas devidas proporções, o hermanito socialista estava correto. Onde estão alocados os restos de um posicionamento mais liberal e mais visionário que o jovem deveria ter? Afinal, esse posicionamento é a máquina impulsionadora do progresso humano. Quando procuro nesta juventude atual esses traços que considero importantes, não o faço com obrigação de achar nesse meio um Emiliano Zapata, mas que pelo menos haja pessoas que se prestam ao benefício da dúvida. Mas nem isso os jovens hoje se dão ao direito. E isso é passível de prova. Faço o convite a qualquer leitor deste texto que saia a fazer uma mini pesquisa em seu local de estudo sobre questões tratadas como polêmicas, como os movimentos sociais, por exemplo. Perguntem aos jovens as suas opniões sobre a reforma agrária. Com certeza absoluta, afirmo que haverá uma resposta vencedora que acometerá mais de 70% dos entrevistados. E inclusive, chego a dizer que esses mais de 70% são totalmente contrários a uma democratização da terra. Tudo bem, a democracia privilegia a opinião da maioria. Mas refletindo sobre tudo aqui mencionado, será que existe uma linha muito tênue que separa a opinião da maioria da juventude brasileira com as verdades absolutas que toda essa conjuntura social prega? Pois há. E essa quase inseparabilidade dificulta a apropriação do macro conhecimento político que um jovem deve ter. Afinal, qual é o papel do jovem brasileiro hoje senão cooptar as mesmas convicções políticas que um homem-de-bem do séc XVII!?
Portanto, é extremamente benéfico aos jovens que procurem meios alternativos de informação e de construção identitária. As verdades absolutas só nos afastam do conhecimento de culturas mil, de percepção do mundo e principalmente do nosso auto-conhecimento. Afinal, é muito mais agradável aos olhos um salão com carrinhos azuis, vermelhos, verdes, amarelos, pretos, brancos...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Bloco de notas feminino


Admiro a tendência feminina à guerra. Sexo frágil fui eu, sou eu, toda vez que encontro uma filósofa beavoiriana com detalhes sinuosos de beleza latina. Torno-me um dependente químico em poucos segundos. Químico era o natural, físico era o desejável. Para que o público feminino não se assuste, lembro que o simples encantamento dura até meses em um homem normal.
O grande problema deste embasbacamento químico é quando ele se transmuta, grita ferozmente dentro do peito para que o boêmio e malandro carioca do meu interior se sobreponha sobre o ranço sisudo de um paulista convicto. Mas geralmente o boêmio se envaidece de uísque vagabundo e se põe a hibernar. Seu sono é muito profundo, naturalmente, mas há nele algo muito peculiar. Ele balbucia palavras desconexas e estrangeiradas para um português culto a que me proponho a falar quando estou em dependência química por alguém. Essas palavras não possuem matriz latina com certeza. Muita menos anglo-saxônica. Nem sequer oriental. Elas alternam-se no tom, acompanhando a respiração moribunda e desregulada de um carioca bêbado dentro de mim. Qualquer homem normal gostaria de saber o porquê de se eu - lírico ser tão negativo, inútil. Eu estava em maus lençóis.
Que não seja por isso. A classe médica garante que o primeiro passo para livrar-se da dependência é assumir o erro. Pois que seja assim. Assumo meu erro. Tratem-me já!
Traduzindo o tom imperativo às luzes do conhecimento humano, esse ser desesperado só queria dizer ao mundo que precisava de ajuda. E que desejava ser objeto de um milagre. Gostaria de ter aquela filósofa beavoiriana com detalhes sinuosos de beleza latina pra chamar de amor. E pra que não passe despercebido aos leitores mais críticos: tempos verbais e demais detalhes lingüísticos não são prioridades de um dependente químico. E finalmente, um eu lírico bêbado de linguagem boçal só poderia estar me alertando que eu estava apaixonado. Mas também, quem é que vai entender o dialeto do amor...

terça-feira, 29 de junho de 2010

"O menos ruim" x "Messianismo político"

A complexidade da identidade nacional. A mentalidade escravocrata alida à de escravo. O preconceito de classe onde não deveria existir. Os analfabetismos: o político, o educacional e por que não o humano? Toda essa conjuntura compõe a sociedade brasileira e cria o embate que dá nome a este "artigo".

Contextualizando e dando contornos mais reais, podemos citar as frases, os pensamentos falados, escritos, balbuciados, da população brasileira em época de eleição, por exemplo. As conversas, os debates, acontecem em todos os lugares. Já presenciei-os no ônibus escolar, em reunião familiar, no comércio, na internet, em todo lugar. Isso é um bom sinal, é a tão sonhada politização brasileira. Ou melhor, politização à brasileira, pois é constante a ausência de profundidade nessas discussões. Há muita polarização. E uma polarização retrógrada, baseada nas informações que a mídia televisiva veicula, e convenhamos, não são fontes confiáveis. Mas apesar de tudo, não deixam de ser interessantes, ainda mais as falas, como essas:

- Todos os políticos na disputa presidencial são ruins, péssimos. (I)
- Não apenas os que estão disputando, mas todos, sem exceção, são péssimos. Corruptos. (II)
- Votarei em "A", o menos ruim! (I)
- Pois é. Eu vou anular o voto. (II)

Essa conversa simulada, baseada em opiniões reais, são constantemente expressadas em qualquer lugar e exemplificam o embate entre o cidadão que opta pelo candidato "menos ruim" e por aquele que se ausenta da ação democrática de votar em razão da ausência do "Messias político".

Quando o brasileiro é obrigado a optar pelo presidenciável menos ruim, e mais, quando sua interpretação é de que não há bons candidatos, é possível entender como os acontecimentos históricos passados estão presentes, ainda. Primeiramente, podemos lembrar a Escravidão como co-formadora desta mentalidade. Co-formadora, pois sabemos que sempre houve quem lutasse contra ela [a escravidão], de forma rebelde, mas também criara setores submissos. E sua longa duração, somada à abolição oficialmente assinada com a pena do principado brasileiro, é só mais uma "reforma" elitista. Antes desse acontecimento, aconteceu a Independência do Brasil. Independência? Talvez. Nossos vizinhos latino-americanos ostentam seus próceres da revolução. Mas e o do Brasil, quem foi? Não houve.
Aprofundando ainda mais, lembramos das Câmaras Muncipais onde só os "homens bons" concorriam às eleições pra administrar determinada região. Podemos citar o golpe da maioridade, a República café-com-leite, alternando os presidentes entre ora mineiros, ora paulistas. E há o acontecimento mais trágico e também o mais recente: a ditadura militar. O golpe impediu o desenvolvimento da democracia brasileira. Ao invés de eleições populares, o país era governados por tiranos torturadores e assassinos. Todos esses fatos contribuiram pra nossa passividade. Ou seja, no Brasil, o povo sempre esteve ausente da política. Sendo sempre obrigado a aceitar o político, o sistema econômico, "o menos ruim". Lembrando que esse "menos ruim", nunca foi estipulado pelo povo.

Já o brasileiro que anseia pelo "Messias político", existe outra possível causa para este ideário político. A religião como participante ativa da vida política brasileira desde que aqui chegou, influencia-nos. Lembremos da Companhias de Jesus, em que surgiu a aculturação índigena, travestida de "proteção espíritual". Baseados nessa equivocada premissa, índios eram ensinados que suas divindades nada mais eram do que representações demoníacas. Inclusive, fazia-se até teatros em que o assunto sempre fosse "O Bem x Mal". E não preciso dizer quem era o "mal" dessa história. Mais adiante, lembramos também dos belos sermões de Pe. Antônio Vieira. Exímio orador, ele fazia de suas celebrações algo mais do que uma adoração divina. Sua igreja era um palco social, onde se formavam filas enormes para ouvi-lo. E as posições de Vieira, também lhe custaram até investigações sobre o Tribunal do Santo Ofício. E além tudo isso, o Pe. ainda era adepto do Sebastianismo. Ele acreditava na criação do V Império do Mundo, que seria regido por Portugal.
Mais adiante ainda, podemos lembrar de várias revoltas nativistas ocorridas no Brasil sob liderança de religiosos. Podemos citar Frei Caneca, que foi líder da Revolução Pernambucana e da criação da Confederação do Equador. Além dele, na Revolta de Canudos o líder era Antonio Conselheiro. Na Revolta do Contestado, os monges de SC e do PR defendiam a volta do Império. Entre outros, esses são exemplos claros da criação e desenvolvimento do Messianismo político no Brasil e que ainda hoje está de forma direta ou indireta no insconsciente de muitos brasileiros. Óbviamente, essas marcas ainda não encontram vestígios tão ortodoxos como antes, mas quando retomamos o tema central deste artigo, percebemos que a população brasileira ainda sente falta de um unificador/libertador. E só dá chance a ele. Mesmo que ele ainda não tenha aparecido.

Sendo assim, é possível resgatar as possíveis origens de determinados pensamentos políticos atuantes atualmente. O que nos permite excluir tais posturas da política à brasileira para sempre. A subserviência civil, desenvolvida por diversos acontecimentos sociais brasileiros já mencionados, dificulta a emancipação.

Por conseguinte, o Messianismo Político age por chavear as algemas da esperança. Trazemos da religião, da religiosidade, essa ideia de salvador de todos os problemas, e isso faz com que tudo relacionemos como algo pequeno, destino incerto, impossível de ser restaurado sem que seja pela mão do escolhido. Isso talvez nunca aconteça. Portanto, por que não buscamos mudar pelo bem de nós mesmos? Fazer do Brasil um país melhor pelas nossas próprias mãos? A política nunca foi isenta de culpa. Mas ela é a saída vigente pra atenuação dos problemas. Acreditemos nela.

Afinal, o pessimismo é um artifício que só percebemos ser ruim quando ele já se tornou um inimigo poderoso dentre de nós.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago e o meu pesar


É sabido de todos que José Saramago, único vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em língua portuguesa está morto. Perdoem-me pela contundência e pela indignação automática que um grande admirador da literatura e das mais belas qualidades humanas sentiria ao ler que José já não publicará mais textos. Felizmente isso não é problema. José Samarago faz parte da vida de muita gente, da minha e do mundo, se é que este [mundo] tão criticado pelo gajo, ainda nutra aspectos que lhe possa ser dada a alcunha de morada humana.
Contrariando a linha informativa/cansativa, quero deixar o meu adeus a este homem que fizera de mim, através de seu irreverente modo de escrever, uma pessoa melhor. Saramago foi para mim um dos primeiros admiráveis na minha conscientização política-social. Saber que suas pretensas ideias sobre liberdade, organização social, e amor pela humanidade, pela igualdade, encontram guarida nas linhas dele, é um elogio formidável à qualquer ser que ousa pensar diferente neste mundo belicista.
Por isso despeço-me em poucas e grossas linhas, deixando nítida minha admiração por uma das mentes - as que ousam ainda resistir - mais brilhantes que "conheci" nestes meus poucos anos de vida.

Obrigado.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mais uma chance


Em 2010 o mundo terá mais uma chance de se redimir. Abstenho-me de cair nos clichês da data comemorativa para tratar de assuntos interessantes. Neste ano teremos eleições presidenciais. A candidata da situação x A oposição. Dilma x Serra. Escolha o seu candidato pro segundo turno. É uma pena que esse blog se faz presente no Estado de São Paulo, o estado que cada vez mais me leva para conclusão de que aqui não jaz o estado mais preparado do Brasil e sim o estado mais nefasto e inconsciente do Brasil. Enquanto lia alguns artigos de Chomsky sobre mídia, ele fala do poder que que ela tem sobre as pessoas com mais anos de estudos. Sim, daqueles que se espera mais informação e intelectualidade para conduzir o país ao progresso, são os que mais necessitam das inverdades da imprensa.

Além das eleição presidencial, 2010 será ano de Copa do Mundo. O evento mais nacionalista do Brasil. Que pena. Porém, deixemos o lado crítico de lado e apoiemos o Brasil em busca do Hexa. Mais importante que isso será a Copa em solo africano. É o mundo se voltando novamente para o seu berço, é o filho pródigo que pede perdão ao Pai por seus erros e volta para seus braços. Espero muito dessa copa da África! Espero Mandela pronunciando, espero o povo reprimido pelo sistema racista do Apartheid gritando, sorrindo, dançando e principalmente mostrando pro mundo que nenhum sistema segregatório dessa sociedade ocidental pseudo civilazada que nenhum medida pode afastar a verdade absoluta do seu caminho. Verdade absoluta essa é que todos somos africanos, por mais nórdico que alguém seja. Mais uma vez nossos irmãos africanos, nós, vamos mostrar quão capazes somos e quando a corda do imperialismo de cima de nós sair, povo da África, ergueremos de novo nosso império imponente. Viva Laduma! Viva Steve Biko, Mandela, Samora Machel, Agostinho Neto, Nwame N' Khrummah, Cheikh Anta Diop, Haile Selassie I, Frantz Fanon, Patrice Lumumba e todos nossos heróis que lutaram por justiça!

A fome dos meus filhos nunca será a riqueza dos seus!

África Unida!

E que venha 2010!!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E no país da Democracia Racial...

Mais um caso de racismo explícito passa em branco aos olhos do judiciário brasileiro.
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http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/justica-manda-soltar-estudantes-de-medicina-acusados-de-racismo-em-sp-20091214.html
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Três estudantes de medicina de uma faculdade particular de Ribeirão Preto, no interior paulista, acusados de racismo contra um trabalhador de 55 anos foram soltos no sábado (12), à noite. Os advogados de defesa conseguiram a liberdade provisória concedida pelo juiz plantonista Ricardo Braga Montesserat. O trio foi autuado em flagrante por racismo, crime inafiançável e que prevê pena de um a três anos de prisão.

Emílio Pechulo Ederson, de 20 anos, Felipe Grion Trevisani, de 21, e Abrahão Afiune Júnior, de 19, foram presos suspeitos de agredir Geraldo Garcia, que seguia de bicicleta para o trabalho no início da manhã de sábado. De carro, os jovens se aproximaram e um deles teria desferido um golpe nas costas de Garcia, com um tapete enrolado, e gritando "negro".

Segundo testemunhas, os três teriam vibrado com a ação. Dois vigilantes que tinham saído de um evento e testemunharam o ocorrido seguiram e detiveram os estudantes numa avenida próxima. A Polícia Militar (PM) os levou ao 1º Plantão Policial. A defesa alegou que não houve agressão nem conotação racial para que os três jovens ficassem presos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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OPINIÃO: Mais uma vez o PRAVDA, em meu nome e no nome da Jéssica, em nome da liberdade de expressão, da defesa das relações sociais no Brasil em favor dos setores oprimidos da sociedade, venho novamente demonstrar minha indignação. Tenho o sonho de ser um grande magistrado no futuro e ver uma legislação fraudulenta, fraca e tendenciosa é muito duro pra mim. Ao pensar nesta carreira, vêm-me à cabeça à defesa da justiça social em primeiro plano. E o que vejo? Mais um juíz racista. Arrisco-me a dizer que ele é racista. Arrisco-me a dizer que a maioria das pessoas no Brasil são racistas. Não posso provar, pois a covardia é generalizada, exceto quando alguns animais, perdoem-me os animais, como esses estudantes aí agem em grupo. No Brasil de Gilberto Freyre, de Ali Kamel, de Demétrio Magnoli e Diogo Mainard, todos reacionários e racistas inveterados, no Brasil existe uma cordialidade entre pretos e brancos. Mentira! Sou negro, multi-étnico, ideologicamente partidário da causa negra e digo com clareza: o Brasil é o país mais racista dentre as nação multirraciais. E essa minha análise não é isolada, leiam os artigos anteriores e vejam quantos casos publicados na mídia foram expostos. Pois claro, a maioria dos crimes de conotação racial não aparecem na mídia. Aliás, só aparecem quando é muito escancarado. E se é veiculado, é de forma suscinta, sem detalhes, com a mesma frieza de um juíz de tão baixa estirpe como o desse caso julgado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

AHMADINEJAD E A HIPOCRISIA‏ por: Jorgito

Esse é texto eu recebi por email. Seu ator é Jorgito, arquivista formado pela UniRio e professor de História da Associação Mangueira Vestibulares:


A visita do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, pôs em polvorosa a mídia burguesa.´´Afinal, o que esse cara veio fazer aqui?`` Perguntaram sempre aos telespectardores, leitores e ouvintes incautos, já com uma sinistra imagem de Ahmadinejad, formada em suas cabeças, cortesia do tratamento dispensado pela mídia burguesa ao líder iraniano, que o associa à terrorista, extremista, besta bíblica e outros adjetivos cada vez piores, em virtude de seu comportamento totalmente anti-EUA.

Para muitos, o Irã é o mais novo vilão de Hollywood, como eu já me referi em outro texto tempos atrás, apenas porque enrique urânio, produz energia nuclear e não permite a intromissão de nações imperialistas e belicistas do ocidente(os EUA principalmente) em seus assuntos. Aliás, como toda nação soberanta tem o direito de agir.

O Irã, foi ´´pintado`` como a essência do mal, o IV Reich, o maior inimigo da humanidade, exatamente como o Iraque, alguns anos atrás, quando acusado falsamente de ´´possuir armas de destruição em massa``. O Oriente Médio é o alvo predileito dos interesses imperialistas estadunidenses no momento, lá está grande parte do ouro negro(petróleo) e a assensão do consumismo desenfreado em países como Barein, Omã, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Países notadmente pró-Ocidente(leia-se EUA e Europa), que apesar deste comportamento ainda são fortemente voltados para a questão cultural em que a religião islâmica norteia suas vidas.

Antes de ser conhecido como Irã, o atual território, cuja capital é Teerã, era conhecido na antiguidade como Pérsia. Um grande império, que geográficamente situa-se na região onde o Ocidente encontra o Oriente, onde o comércio e o intercambio cultural ferviam.

Justamente por ser este ´´ponto de encontro``, a Pérsia sofreu muitas invasões como das hordas de Genghis Khan e posteriormente dos árabes, por conta da expansão islâmica, que abateu grande parte da Ásia, fazendo com que muitos praticantes do Zoroastrismo por exemplo - ( a crença surgida por volta de 1000 A.C onde o profeta Zaratustra, revelou que havia uma divindade suprema entre todos os deuses adorados - Ahura Mazda) em que seu conceito de anjos, ressurreição e juízo final, poderia muito bem ter influenciado outras religiões - se convertessem ao Islã.

Os Persas, tiveram como seu rei Ciro o grande, que libertou os cativos hebreus na Babilônia(atual Iraque) em 539 A.C.

´´Esse império chegaria a abranger mais de 23 diferentes povos, que coexistiam em paz sob um governo central baseado em Pasárgada - um império que em seu auge, sob Dário, o sucessor de Ciro, estendia-se desde o Mediterrâneo até o Indo. Assim pode-se dizer que a Pérsia foi a primeira superpotência do planeta.`` Fonte: National Geographic. Agosto de 2008

Mais recentemente o Irã, foi alvo das cobiças das nações ainda em fase inicial da Revolução Industrial, quando o petróleo jorrou com força pela primeira vez naquele país no início do século XX, causando uma verdadeira corrida desenfreada por europeus e estadunidenses, para controlar suas reservas.

´´O Irã é um exemplo claro do Ocidente, alardeando valores democráticos e humanos básicos para atingir seus objetivos políticos e econômicos a curto prazo.(...) O Irã foi governado por uma dinastia de xás de 1848 até a revolução de Khomeini em 1979. O elemento mais irônico na história do Irã é que a democracia parlamentar estava se consolidando em Teerã no início dos anos 1950. O processo foi interrompido por uma parceria britânico-americana que resultou, em agosto de 1953, em um golpe patrocinado pela CIA contra um governo iraniano legítimo e democraticamente eleito.

Esse golpe não apenas destruiu o governo democrático no Irã, como fez gerações de muçulmanos suspeitarem e verem com cinismo as motivações ocidentais``. Fonte: Benazir Bhutto - Reconciliação.(Islamismo, Democracia e o Ocidente)

Depois da Rússia czarista, foi a vez de a Inglaterra dominar o Irã, até que conseguiu controlar todas as reservas de petróleo do país, criando a Anglo-Persian Oil Company, bombeando petróleo para fora do Irã, somente com a Revolução Bolchevique de 1917, a Rússia renunciou á sua parte no petróleo do Irã, permitindo que a Inglaterra ficasse absoluta como exploradora dos recursos naturais do país.

Mahamoud Mossadegh foi um personagem chave na História recente do Irã, na medida em que enfrentou a Inglaterra, para que esta tirasse suas patas do Irã, com isso, ganhou aprovação nacional, tornando-se muito popular. Com a saída da britânica, entra em ação os EUA, que com medo de uma aproximação política do Irã coma URSS(eles fazem fronteira) o Irã poderia tornar-se socialista, oque foi impedido pela Operação Ajax, em 1953, criando o caos e revoltas por todo o Irã, para desestabilizar o país, retirando Mossadegh do poder, assumindo definitivamente o xã Mohamad Reza Sha, totalmente submisso aos interesses internacionais.

Em 1963 um jovem aiatolá, chamado Ruhollah Komeini, liderou um protesto contra o xá, sendo exilado e voltando somente em 1979, para liderar a Revolução Islâmica, cuja primeira medida foi justamente invadir a embaixada estadunidense para sufocar qualquer tentativa de contra golpe, segundo alguns, Mahmoud Ahmadinejad(atual presidente) participou desta invasão.

Desde então o Irã, vem se mostrando um país anti-EUA, chamando este de ´´O Grande Satã``, inclusive envolvendo-se numa guerra fatricida de 8 anos com seu vizinho Iraque, amplamente apoiado pelos EUA, para derrubar a Revolução Islâmica que só fez crescer e fortalecer-se. Hoje o Irã é um país soberano, com problemas internos, como todo país tem, com abertura para as mulheres na vida acadêmica, 60% dos universitários do país são mulheres, que não vivem num reino de terror como a mídia burguesa gosta de mostrar.

Por seus discursos anti-Israel e a questão do Holocauso em que disse que não morreram apenas judeus e também ciganos e outras etnias, Ahmadinejad, é alvo constantemente de críticas da imprensa ocidental, jogando-o contra a opinião pública, dizendo ser o presidente do Irã contra homossexuais.

Por conta disso,alguns protestos de ´´conduzidos`` pela mídia burguesa aconteceram no Brasil contra a sua visita, que todo chefe de estado tem, chamando Ahmadinejad de intolerante e caindo na besteira de estender uma faixa com os dizeres: ´´Negar o Holocausto é como negar a escravidão no Brasil``

Ora, mas muitos no Brasil o fazem, não é mesmo? Posicionando-se contra as cotas raciais e as Ações Afirmativas, negando aos homossexuais o direito de se expressarem como as Igrejas Católica e Protestante, bem como recentemente Zito, o ´´dono`` de Caxias, não permitiu que os Gays desfilassem em ´´sua`` cidade.

Da mesma forma, cultos afro-brasileiros são perseguidos por grande parte da sociedade pré-conceituosa, que chegam ao cúmulo de invadir templos para destruí-los e poucas ´´entidades`` manifestaram-se ou manifestam-se contra esses episódios. É sempre bom lembrar também que a Igreja fechou os olhos para o massacre de Judeus na II Guerra, bem com legitimou a escravidão nativa e negra, então que hipocrisia é esta que estamos vivenciando? O sujo falando do mal lavado? Ou melhor: O sujo alienado, falando de alguém cuja história lhes contaram de uma maneira distorcida?

Acompanhei na noite passada, a conversa entre Jô Soares e Willian Waac. Enquanto o segundo tentava explanar sobre suas experiências e boas e más impressões de Ahmadinejad, quando Willia Waac o entrevistou.

Jô constantemente o interrompia, fazendo piadinhas ridículas sobre o presidente do Irã. Entre outras coisas, Waac disse que ´´Ahmadinejad era muito articulado e só sorriu no início da entrevista.``

Waac disse também que ´´ é ruim para o Brasil, ficar ao lado do Irã, nesta questão da energia nuclear.`` Ora, mas Israel tem armas nucleares, os EUA idem, a China também, assim como a Rússia, então porque o Irã não pode ter?

Porque não fizeram as mesmas piadinhas e protestos quando George Walker Bush esteve nestas paragens? É a face da submissão total da mídia burguesa ao seu amo e senhor, EUA.

Paz para todos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Presente Global na Semana da Consciência Negra


"Nas cenas, Helena é humilhada e se ajoelha em frente à amargurada Tereza, que não perdoa o gesto e dá uma série de tapas na modelo. Notem que Tereza está tão altiva e certa de quem tem razão, que nem tira a mão do bolso para esbofetear a rival.

Helena, sentindo-se culpada e pensando que realmente merece a agressão, não faz nada."

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Eu acho que estava louco quando eu esperava uma outra posição da Globo, a mãe da ditadura. Como MV BILL já disse em suas músicas: "é de novela de escravo que a emissora gosta, mostra os pretos chibatadas pelas costas". Em plena semana da Consciência Negra, numa novela de protagonista negra, numa situação dramática em que a personagem mucama de Helena é isenta de culpa pelo acidente da filha da Senhora do Engenho, é esbofeteada de joelhos, da mesma forma que os nossos ancestrais eram. Pois é, o tronco não saiu de moda. Muito menos perdeu sua eficiência, pois isso não lhe falta. Além de reproduzir o racismo e a submissão latente e escondida atrás dos caricatos personagens de Maneco, sua trama ainda trava uma outra briga retrógrada, que é afirmação nacional de que o aborto é um crime. E o pior: faz a personagem que abortou concordar com a imperatividade da senhora de Engenho. É o racismo e o machismo juntos, unidos, co-irmãos de sangue firmes no propósito da sua criação.
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E mais uma vez, aqueles que ainda acreditam no sonho de uma coexistência pacífica e principalmente sincera, ficam a ver navíos, ou melhor, veem navios... Mas são antigos, são navios negreiros.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pastores Mirins: infância roubada


Vejam este link:
http://www.youtube.com/results?search_query=pastores+mirins&search_type=&aq=f

O número de profetas mirins é grande, constante, cresce em ritmo acelerado, é a benção recaindo sobre nossos ombros!

Isto é um disparate! Eu venho batendo na mesma tecla há muito tempo. No Brasil e no mundo, o conceito de religare já foi substituído há séculos. Ou melhor, será que o termo religare já foi levado a sério alguma vez na história? Tenho lá minhas dúvidas.
Esses "pastores" nada mais são do que produtos da alienação moral que as igrejas fazem. Cada criança evangélica que nasce, a família sedenta por milagres, já espera que ela seja um enviado do senhor. Lembremos, que até na doutrina cristã, poucos homens foram enviados por Deus. Lembro-me apenas de João Batista (Elias) aquele que preparou o caminho e aquele que caminhou (Jesus). Portanto, é de tão fácil constatação que essas pobres crianças estão tendo suas infâncias roubadas e ao invés de estarem jogando futebol ou pulando corda, passam algumas horas raras de um tempo que não volta mais, pra ficar gritando, decorando e dando esperanças para o povo, que castigado louva aos céus por milagres.

Quem tem olhos que veja. Ainda teremos muitos problemas criados pela interpretação débil do espiritualiasmo humano, que é deturpado em qualquer lugar, desde pequenas casinhas até basílicas faraônicas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Confabulando Políticas Públicas: Educação Pública


O título deixa claro minha intenção, aliás, um dos meus grandes sonhos políticos: uma educação pública de qualidade. Não é bordão como todos dizem por aí. Educação de qualidade para os non-sense é talvez aprovação no vestibular. Na minha opinião, o vestibular é apenas um sistema excludente, que pouco avalia as capacidades cognitivas ou profissionais de alguém. Aliás, qual é o sentido de um rígido sistema de inserção na educação superior em um país subdesenvolvido? Pergunto-lhes (deixem nos comentários a resposta para essa minha pergunta).
Para não deixar alguma dúvida sobre o ponto que quero abordar, vou explicar-lhes o que penso sobre educação à brasileira.Como sabemos, desde os tempos coloniais, os ricos, os burgueses, os "nobres" ainda continuam a serem os beneficiados pela nossa peneira educacional. Como sabem, "nossa abolição" veio em 1888, ou seja, levando em conta que a população brasileira seja a soma de brancos e negros, apenas a parte branca e rica estudava. O enfoque não é racial, apenas citei para comprovar que desde o início até os dias atuais, ainda existe um sistema vigente de favorecimento populacional.
O povo brasileiro, tal como pensavam os equívocos filósofos gregos, ainda consideram a política um espaço restrito para intelectuais. É estranho olhar para nossos políticos e conseguir enxergar essa seleção intelectual, pois bem, ela existe. Nosso atual presidente, o sr. Lula, é "o cara" para Obama, o 33º homem mais poderoso pela Forbes e também um modelo administrativo a ser seguido no mundo todo, pois transformou a grande depressão econômica de 2009 em apenas uma marolinha como o próprio definiu. Apesar de tudo, Lula sempre foi alvo de ridicularizações públicas pela mídia, principalmente paulistana. Antigamente, sem o meu senso crítico de hoje, também estava no coro dos paulistas estadistas que gozava de Lula, por sua origem humilde, por ser "analfabeto" ou pelo menos não ter uma graduação. Aliás, São Paulo é o reduto do pensamento elitista da política brasileira. Convivemos com o feudo do PSDB há anos, nossa economia, educação e segurança vem tendo péssimos índices há tempos e mesmo assim, continuamos crendo mais em homens engomadinhos, oriundos da classe alta como provedores da administração ideal. E por que pensamos assim? O ínicio está lá no Brasil Colônia, quando os senhores de engenho tinham poderes laterais e faziam das Câmaras Municipais o seu campo de atuação e de manipulação. Infelizmente é o nosso pensamento.

Escola Pública x Escola Particular:

Se eu pudesse, eu expropriaria as escolas particulares. Colocaria na ilegalidade a existência das mesmas. Quero deixar claro que não é uma atitude comunista (risos)! É apenas uma ação coerente com a situação real do Brasil. As escolas particulares ajudam a sucatear o ensino público, que não gera renda e nem tributos, a não ser que o governante contrate sua própria gráfica para imprimir os materiais pífios das escolas estaduais. A escola particular não existe porque "existe". Ela foi criada, junto com o vestibular, como medida segregatória da população brasileira. É claro isto. Antes, quando o ensino era restrito aos ricos e poderosos não exista a necessidade do ensino público. A partir do momento que a sociedade foi evoluindo, e agregando valores humanistícos e de igualdade e a escola passou a não ser mais um privilégio de tão poucos para poucos, foi imediata a criação de uma separação, de um cordão higiênico de pessoas. Ou seja, enquanto houver no Brasil o pensamento elitista e classista, a escola particular sempre será um entrave para modernização do ensino público. Enquanto os filhos dos ricos e dos governantes tiverem essa via de escape, essa forma eficiente de manutenção do status quo social, da aristocratização, o ensino público nunca será melhorado. É um sistema perfeito! Por quê? Porque temos um estado deficiente em todos os setores, que desfavorece o ensino da maioria, para privilegiar a si próprios, a escola particular, que com um número menor de alunos e com uma grande soma em dinheiro, consegue preparar de forma absurdamente mais elevada do que o estado débil faz de forma dissimulada. E pra coroar todo esse sistema, existe o vestibular, que é o golpe final, a guilhotina da garganta dos pobres, da grande massa trabalhadora, que com tamanha desvantagem vê suas possibilidades de acesso ao ensino superior sendo limitadas cada vez mais. Depois do vestibular, os péssimos alunos do ensino particular, mas donos de um poder aquisitivo maior, entram em cursinhos preparatórios e mesmo sendo "ruins", com o tempo e com o sucateamento dos candidatos também conseguem a tão "meritocrática" aprovação na universidade pública. É um sistema sujo. Os ricos ou pelo menos os incentivadores da classe elitista, aqueles bobos da corte que agradam o nobre em troca de privilégios (classe média que se mata pra pagar escola particular) pagam a escola durante anos e anos, e depois do ensino médio, ainda gastam mais volumosos recursos em cursinhos para verem seus filhos segregadinhos entrarem na universidade pública, que deveria ser um reduto PÚBLICO, como o próprio nome diz. É isso mesmo. O pobre é passado pra trás duas vezes. Uma nos 1º e 2º graus quando tem um ensino débil enquanto outros tem qualidade. E depois quando é obrigado, entrar no sistema e/ou pagar a faculdade particular ou cursinho. Ou seja, o sistema não te deixa opções. Ou você entra no sistema capitalista de ensino ou você será esmagado pelo mercado de trabalho.
Como disse acima, enquanto os ricos e governantes estiverem fora da realidade, o ensino público NUNCA terá qualidade. E por isso é tão justa às cotas, de todos os âmbitos.

Minha Utopia:


O desaparecimento das escolas particulares. Uma união em prol do desenvolvimento educacional do Brasil. Um ensino que não privilegie poucos, e que realmente mostre que a integração brasileira, que um nacionalismo saudável pode ser desenvolvido aqui. Com isso, todos ganhariamos. Colocariamos em prática planos de inserção de diferenças, haveria integração econômica/étnica/social/religiosa, integração total, que só contribuiria para o desenvolvimento do pensamento tacanho da população brasileira. Se conseguissemos isso, estariamos a pequenos passos do 1º mundo. Podem apostar. A raíz dos problemas estaria tratada. Pena, que os impostos das empresas privadas seja mais importante que o desenvolvimento do Brasil. Seja mais importante que a igualdade de oportunidades. Infelizmente, somos apenas números para o Estado.

BANCO: Entrada para brancos e entradas para pretos

Olha o PRAVDA ativo denovo gente! Estavámos ausente, mas o dever nos chama e estamos aqui novamente para cutucar você nosso querido leitor, que sentado na sua confortável poltrona, talvez esteja com dificuldades de visão. E não vá ao oftamologista, o seu caso é mais grava que uma miopia, é uma catarata moral!

PRIMEIRO, ENTRE NO LINK E VEJA O VÍDEO, SENÃO O QUE EU ESCREVER AQUI NÃO TERÁ SENTIDO:
Link: http://www.youtube.com/watch?v=LQee_J0K4BY


Eu já estou ficando redudante né? Eu venho aqui e sempre estou batendo, de leve, na sociedade que nos cerca. E hoje, uma amiga me mandou este vídeo, que mostra como o Brasil é racista, que precisamos de Cotas e que há pelo menos dois Brasis: o do branco e o do preto. Ah, e tem aquele que engloba quase todos, que é o mundo dos ímbecis intelectuais, socialmente falando.
O vídeo mostra um homem branco entrando numa agência do Banco Itaú, com uma bolsa e roupas normais. Ele entra em menos de 5 segundos pela porta de racialização. Afinal, apesar de parecer pobre, ele ainda é branco, ou seja, possui uma taxa quantitativa de melanina parecida com os filhos do Diabo. Sim, aquelas que manipulam a mídia, as instituições e a SUA CABEÇA para ser racista/machista/elitista/sexista só pode ser filho do coisa ruim. Então, o sistema de racialização do banco quando vê um branco, logo reconhece aquela possível ascendência e deixa-o passar livremente. O branco que entrara no banco, agora sai e entrega a mesma bolsa para um preto, que vestido com roupas da mesma qualidade, porém preto e de cabelo duro, agora tentará colocar à prova o sistema de racialização do banco. Ao tentar entrar com a mesma bolsa pela porta racializadora, o que você acha que aconteceu, meu querido leitor? Se você não for medroso, você disse e acertou: o sistema racializador barrou o homem preto! Por quê? Eu já disse: existem mundos diferentes, vocês não querem acreditar. Talvez não queiram porque são da mesma raça que o sistema quer ver, com um revés é óbvio, você deve ser pobre, mas não chore... você ainda é branco! E como tal, existem cotas para ti, ser ingênuo, puro, belo e incapaz de fazer o mal (isso tudo o dicionário que diz e não eu)! Pois é, os nossos "irmãos" brancos pensam que são pessoas meritocráticas! Vamos rir deles? Eles passam na universidade e acham que são "os caras", coitados, na verdade nunca terão o que os pretos tem, uma irretocável moral histórica! Só que o duro desse romance radical de um menino negro, filho de branca e negro, que vos escreve com grande raiva agora será taxado de conto extremista, que isola fatos para criticar pessoas de cor branca. Ai, como eu sou mau! E aqueles que barram, e aqueles que são incapazes de perceber que seu mundo é facilitado, que desfruta de privilégios porque são semelhantes de pele daqueles que "conquistaram" o poder com a força da espada, depois com a força da pólvora e agora com seus mísseis malditos, que só trouxeram e trarão mais vítimas do sistema, são o que além de animais? Pera aí, deixa eu ir pedir desculpa pro meu cachorrinho que não merece ser chamado de racista.

Mate o espírito do Diabo que te assola. Eu sei que minhas palavras são duras, mas elas vem carregadas de esperança e de compaixão, te coloco contra a parede para tentar te ajudar. Sei que não sou ninguém, que também sou preconceituoso, que também luto diariamente pra justificar minha condição humana e minha chance de viver, mas o que eu lhe digo é verdade. Minhas metáforas são apenas instrumentos de libertação. E espero alforriar alguém, branco, preto, oriental, católico, protestante, todos têm o direito à liberdade. Afinal, "man is free!" (Jean Paul Sartre).

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Criança é chamada de "macumbeira" e "chimpanzé" em escola da Serra

Imagine o que é para uma criança negra ser chamada de "macumbeira", "neguinha", "chimpanzé" e tantos outros termos ofensivos? E o mais grave dessa história é que isso aconteceu dentro de uma escola municipal da Serra. Uma das vítimas é uma menina que ainda nem entrou na adolescência, mas que já sofre traumas. Não consegue nem mesmo se lembrar do que aconteceu, sem começar a chorar.

"Eles me chamaram de macumbeira, macaca... Eles me vêem e falam assim: 'Ai que susto!'", contou a menina. E até os professores, segundo ela, são preconceituosos. "A professora falou com minha mãe que ia me levar no salão para repuxar meu cabelo. Eu nem tenho vontade de ir para a escola, porque eles me xingam", conta, chorando.

E o irmão mais novo dela sofre com o mesmo tipo de coisa. "Eles ficaram me xingando de macaco, feio, de neguinho da África e chimpanzé", disse.

O comportamento racista dos colegas de escola dos filhos deixou a mãe indignada. Ela procurou a direção da escola, mas não recebeu a atenção devida. "Ela me falou que era só as crianças que implicavam, que meus filhos é que procuravam colocar apelido nos outros. Ele não quer mais aceitar a cor dele", disse.

A Secretaria de Educação da Serra informou, por meio de assessoria de imprensa, que a mãe dos alunos foi ouvida pela direção da escola, na época dos fatos. A secretaria diz ainda que um trabalho pedagógico foi feito nas salas de aula e, no próximo mês, a unidade de ensino sediará um evento sobre a importância da consciência negra.

"Isso é racismo brasileiro. É o tipo de racismo que existe no país. Velado, mas que é como ácido, que vem corroendo desde a infância até o fim da vida da pessoa. É isso que faz o negro não se aceitar como negro", afirma Josy Karla Damasceno, do Fórum Estadual de Entidades Negras.

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Sua vida tem sentido?

Notícia disponível em: http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=noticia&cid=8&ch=42b8b6ee834b509e9f20907ed3b10d02&nid=145683

Sugestão: assista o vídeo

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dentro de um único mundo existem vários mundos.


Meus caros brancos:

Amanhã de manhã você acorda. Mora num bairro que demora quase duas horas pra chegar ao trabalho. Pra ganhar R$ 600. Liga a tevê. Apresentadores negros, repórteres negros, atores negros. Há um branco, que faz papel do motorista da madame negra.

Vai ao trabalho. O trem lotado de gente branca. Ao chegar, seus patrões são todos negros. Os clientes, todos negros. Você e os outros empregados, branquinhos. E fica lá o dia todo. Na volta, já começa a escurecer. Bairro nobre. Só negros na rua. Alguns atravessam a rua com medo de você. Começa a chover e você tenta pegar um táxi. Demora pra algum parar. Você é considerado mal-encarado. Desiste e para no bar.

O atendente, branco, pergunta a você: "E aí, brancão! Vai beber o quê?". Você bebe algo e vai até a linha de trem. No caminho, a polícia te para, abruptamente. "Ei, branquelo, mãos pra cabeça". Te revistam, abrem sua carteira, cheiram dentro. Te liberam, sem sequer pedir desculpas.

Você entra novamente no trem. Só brancos. Compra uma revista de moda pra passar o tempo. Modelos negras. Repórteres negros. Matérias de como enrolar o cabelo, de começo deixá-lo bem crespo.

Chega em casa, na subida de um morro só com brancos. Liga a tevê. Políticos negros, ministros negros, empresários negros, atores negros. Na matéria policial, o presídio está lotado de brancos. Na novela, a única branca é a babá de uma família negra que mora no Leblon.

Assustador, né? Isso acontece todo o dia. Só que ao contrário.


PS: Todos nós podemos ser mais do que o normal quer. Seja mais. Faça mais.


AUTOR: BRUNO HOFFMAN
ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15680452615550398669

Flashback


Ah, como eu sonho com um lindo flashback.
Meus cabelos grisalhos de tanto viver.
Não há futuro mais belo pra mim,
Eu ali, junto de amigos, relembrando no jardim.

Minhas mãos calejadas a manusear a poesia.
Será que até lá terei aprendido a amar?
Não será boemia. Nem versos alcoólicos.
Quero estar sóbrio, a brindar meu lirismo bucólico.

Não é ilusão. Eu sei que não.
Já desenvolvi a capacidade de sonhar!
Só falta acordar com Deus.
Não posso morrer sem realizar. Tudo.

....

E o silêncio que inspirava a memória tinha se esvaído.
O que sobrara, me chamava, era um grito ardido.
Era uma linda donzela.
Minha pequena neta, aprendendo andar de bicicleta.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Simples



Transmitir a leveza
Que aquelas cordas encantadas entoam
É difícil
É lindo

Lembra daquele sorriso gostoso que você deu
Sorte de quem compartilhou
Momento lindo
Que em amor aquele momento se fez.

Meus versos simples sem pretensão
Não precisam de inspiração
Só estou a demonstrar
A beleza daquela canção

Aquela que o momento congelou
E minha memória regozijou
Que lindo é o simples
Sorriso que você esboçou.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Eleições 2010: Apresentando "ZÉ PEDÁGIO"


Como eu disse, como eu digo e como continuarei dizendo: NÃO VOTEM NOS TUCANOS!

José Serra (São Paulo, 19 de março de 1942) é um economista e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2006 foi eleito governador de São Paulo, sendo o primeiro governador do estado eleito em primeiro turno. Serra também é considerado, informalmente, pré-candidato a Presidência da República pelo PSDB para as eleições brasileiras de 2010.

PRIMEIRO: NÃO LEIA FOLHA DE SÃO PAULO. NÃO LEIA O ESTADO DE SÃO PAULO. NÃO LEIA A VEJA. Eles são do mal. É sério, pô... a Veja pra vocês leitores terem uma noção, é do Grupo Naster, que foi esteio do regime do Apartheid na África do Sul e prosperou com a segregação racial. Resumindo: RACISTA, ELITISTA E REACIONÁRIA!

Eu começo esse post sobre o "Zé Pedágio", vulgo Serra, atacando esses veículos de informação (alienação), pois eles são a base eleitoral e a polícia política do PSDB, da Direita em geral. Pra quem não tem um conhecimento razoável sobre política, não sabe diferenciar o que é A Esquerda e A Direita. A Esquerda, são concepções políticas baseadas na ética, das condutas liberais na sociedade, do Estado Laico, das reformas sociais, resumindo segundo Norberto Bobbio: "ser de esquerda é lutar pela igualdade". A Direita, é o partido conservador (reacionário!), que privilegia a exploração de classes, que acredita no Darwinismo Social (existem pessoas que nasceram pra mandar e outras pra obedecer), não querem amparo contra grupos historicamente discriminados, são abertamente preconceituosos e arrogantes. Essa é a diferença. Logo, o PSDB do "Zé Pedágio" é de Direita, por isso é uma merda (merdas desculpem-me por ofendê-las!).

Por que "Zé Pedágio"? Porque ele anunciou recentemente que pretende instalar mais 25 praças de pedágios em São Paulo! É isso mesmo, o PSDB é responsável pela concessão quase gratuita das estatais brasileiras, no setor de energia, minério e telefonia por exemplo. Eles são os demônios, chegaram perto do patrimônio do povo eles logo "dão" para os Yankees, para os espanhóis e se duvidar até pras Ilhas Féroes. Eles VENDEM TUDO! E roubam os lucros, né!

Além disso, nossa grande colaborada, professora Meire, poderia nos falar como é a administração tucana em relação à educação. Aliás, nós alunos do Ephigênia podemos dizer como ele foi bondoso em retirar arbitrariamente as apostilas Expoente da nossa grade escolar.

Os impostos sobem. Os alimentos são os mais caros do país. Educação é um caos. O racismo é um caos. O supremacismo paulista é um caos.

Ah, e lembrando-se da nossa querida professora Meire, descendente de nordestinos, quero apresentar-lhes às declarações do "Zé Pedágio" sobre a população migrante.

"administração de José Serra (PSDB), prefeito paulistano, paga até R$ 5.000 para famílias de sem-terra deixarem a cidade de São Paulo. Além disso, a Prefeitura de São Paulo cede as passagens de ônibus para os municípios de origem dos desabrigados."

Além de agir assim com a população, o "Zé Pedágio" declarou que o coeficiente educacional do Estado de São Paulo está baixo devido à inclusão de alunos oriundos do nordeste nas escolas da rede estadual! Pasmem! Esse maldito teve a cara de pau de dizer que o Ensino Público do Estado de São Paulo apresenta resultados baixos por terem muitos alunos nordestinos matriculados! Pô, o que é isso? É o Hitler aí, gente! Depois não querem que eu seja radical e diga com todas as letras: ELITE BRANCA, RACISTA E SEPARATISTA! Eu repito quantas vezes eu quiser e ninguém vai me calar! Aliás, quer que eu soletre?

Vocês estão duvidando que esse escroto disse isso mesmo?
Aqui está o link, cole no seu navegador e vá aos 5 minutos e 47 segundos dessa entrevista da Globo e comprovarás!

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM522752-7823-ENTREVISTA+COM+O+CANDIDATO+JOSE+SERRA,00.html

Poxa, esqueci de contar-lhes o mais hilário dessa história. O "Zé Pedágio" e o PiG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) enchem o papo pra dizerem: Serra é economista. PASMÊN! Serra não terminou a graduação e fica explanando por aí com toda a pompa que o PiG e a sociedade RACISTA, ELITISTA E SEPARATISTA lhe dá, que é um grande gestor administrativo! Balela! Lembram de quando era comum tirar sarro do nosso querido Presidente Lula por ele não ser graduado, ter um dedo amputado e por não fazer parte da "civilização branca"? Pois então, Serra também não tem graduação e o pior: ainda é mentiroso e safado. Enquanto isso, nosso presidente sem dedo é a figura mais representativa ao lado de Obama no mundo hoje! Aliás, este Obama que disse assim para Lula: "This is my man" - "Você é o CARA!" e é mesmo (olha a pompa!). A Direita não cansa de apanhar. Veja: Um nordestino (poxa, eles não eram burros e diminuíam a inteligência da educação paulista!?), operário, sem graduação, que não tem vocabulário rebuscado, petista, e outros atributos conseguir levar o Brasil ao posto de forte candidato ao Conselho de Segurança da ONU, de ser o país mais representativo do BRIC, do G-20 e ter feito da crise financeira uma "marolinha" é demais pra sociedade RACISTA, ELITISTA E SEPARATISTA de São Paulo. É ou não é? Onde o Serra vai enfiar aqueles olhos horrendos e míopes dele? Aquelas olheiras horrorosas? Chama o Ali Kamel (aquele desgraçado) pra limpar suas lágrimas, "Zé Pedágio". Isso É demais pra sociedade RACISTA, ELITISTA E SEPARATISTA. É um Knock-out. É um golpe mortal. Perder pra um nordestino pobre, que segundo às leis do darwinismo social era pra ser um lixo intelectual, burro, um subordinado. E traindo essa conspiração da sociedade branca RACISTA, ELITISTA E SEPARATISTA chegar ao nível que chegou é demais.

Aliás, eu já cansei de falar desse estrume fedido (Serra e PSDB). Aliás, perdoem-me quem mexe com estrume, pois até isto serve pra alguma coisa, vira adubo! E o PSDB, a Direita, o "Zé Pedágio" e a corja racista, elitista e separatista que os segue fielmente não pode proporcionar. Que dó eu tenho deles (você nem imagina, risos!)

Portanto, espero ter sido muito claro sobre o que é essa corja. O que eles representam. O que eles vão fazer com o nosso dinheiro. Aliás, se você votar no Serra e ele vencer já pode ir escolhendo pra quem você vai dar o nosso Pré-Sal: pode ser pra Shell? Eles estão loucos pelo nosso petróleo.

E aí, vai financiar o PiG (Globo, Folha, Estadão), o PSDB (bananeiros!) e todo o resto?! A decisão é sua meu caro leitor(a).

PS: Eu não gosto de jogar o leitor na parede. Mas, só aquelas pessoas de bom coração, aqueles homens de bem, que são "SUTIS, IMPLICÍTOS E ACREDITAM NO SOL DA VERDADE" é que caem nessa ladainha.

Pitadinhas de realidade:

FOLHA DE SP: (****)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

VEJA: É do mesmo grupo que financiou a morte de milhões de negros na África do Sul. Será que ela gosta dos negros? Cri. Cri. Cri.

O ESTADO DE SP: É aquele mesmo jornal que deu o "furo" sobre o roubo do ENEM. Isso não é meio estranho não? Pra aqueles não sabem, as provas eram de responsabilidade do grupo PLURAL (pertencente ao grupo FOLHA). É só ligar os pontos. A Direita patrocinou o roubo das provas, pois seus subordinados é que as guardavam. E para não dar muito na cara, foi o Estadão que publicou ao invés da Veja, só pra despistar a opinião pública. Aliás, que opinião se o monopólio midiático do Brasil é da Globo e de suas afiliadas RACISTAS, ELITISTAS E SEPARATISTAS?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Radical? Eu?! E a sua alcunha, qual é?












Este é um post totalmente pessoal. O nosso blog privilegia as ideias coletivas, democráticas e de total responsabilidade de quem as escreve. E é sobre o que eu escrevo que quero dissertar. Eu não deveria, não, eu realmente não deveria vir "explicar" minhas posições ideológicas, mas vou. A política pessoal de cada um atravessa paredes com a velocidade de propagação do som no ar, é muito rápido e como telefone sem fio, chega no ouvido do último interlocutor sempre torta. E ninguém melhor do que o próprio "radical" para defender sua radicalidade. Ou seria menosprezar a hipocrisia alheia? Deve ser a mesma coisa.
O criticismo é minha essência. A observação é um dom. A oratória é um treino. A justiça é um ideal. E a verdade é o instrumento da Revolução, primeiro pessoal e depois do meio. Alguns riem, outros acham que é utopia. E tem ainda um grupo de muito desprezo meu, que é o dos indiferentes. Eu aprendi, talvez ouvindo música ou por um sopro divino ou não, que o mundo muda a cada gesto teu. Não espere Deus. Nós somos Deuses. Ele nos quer Deuses. Isso é blasfêmia? Não, isso é vida. É a minha Procura Pela Felicidade. Só assim vou ser completo. Quando nascemos, uma de nossas responsabilidades é buscar pela felicidade, pra alguns está na religião, outros na música, outros no dinheiro, a minha é a justiça.
Não sei como isso começou, nunca alguém me orientou: "Olha, leia isso. Isso é bom." - Não! Ser seu próprio Deus é o caminho para vida. Você acha que Deus, o unipotente, o faria de fantoche? Não é isso que ele quer de nós. Não é isso que você deve desejar pro seu Deus (você). Na vida, todos temos que escalar montanhas. É aquele vai e vem, aquela loucura, é choro é riso, gritos e palavras bonitas, é poesia e é guerra. É essa tragédia humana que me fascina e que impulsiona pra luta.
Até agora, eu só fui poético (tentei), só fui romântico, liricista, filósofo e qualquer outra coisa mais. E onde está o extremista que há em mim? Ainda não o encontrei! Se palavras duras machucam os alienados, pessoas perdidas nas trevas ou na nuvem utópica do amor perfeito, eu peço desculpa. Não é rindo 24 horas por dia que eu vou mostrar o quanto feliz eu sou. Ghandi, um grande ativista e adepto do Satyagraha foi perfeito nesta frase: "Seja em você a mudança que quer para o mundo". Isto é talvez uma das realizações mais difíceis do mundo. Se posicionar contra a opressão, hastear uma bandeira e ir à luta. Com fé no seu ideal, com fé na mudança, com fé no mundo. O mundo lá fora também é exemplicado muito bem em outro idealista, italiano, Antonio Gramsci que disse: "Sou pessimista pela inteligência. Mas, sou otimista pela esperança." Não é belo o que ele disse? O mundo é uma grande metáfora... uma linda metáfora. Sou pessimista e sou otimista ao mesmo tempo. Aliás, os dois são parceiros fundamentais. O otimismo, sozinho, é como um presente lindo, maravilhoso, aquela caixa esplêndida, bucólica, perfeita. Só que no interior da caixa, há um grande vazio. O pessimista, é completamente feio por fora. É horrendo, tem aparência negativa, exala o mau humor. Porém, dentro da caixa do pessimismo há um lindo conteúdo, há nele uma racionalidade plena e compacta, perfeita. E se tornaste pessimista, foi porque um dia fora um otimista desiludido. Portanto, a radicalidade da militância, seja de qual ideologia for: negritude, feminista, homossexual, qualquer uma é bela. As pessoas radicais são belas. São pessoas que a verdade nutre um total controle sobre o seu ser. São velhos com alma de crianças. Você abdica de tudo para lutar. Mesmo que a causa não seja sua. Mesmo que não lhe venha trazer nenhum benefício material. Mas, como renegar esse chamamento? É a nossa essência.
Jesus Cristo foi um radical. Martin Luther King foi um radical. Malcolm X foi um radical. Mussolini foi um radical. Stalin foi um radical. Hitler foi um radical. São seis personalidades radicais. Que mudaram o seu meio, algumas para o bem como os três primeiros e para o mal como os três últimos. Viu como a radicalidade é ao mesmo tempo perigosa e apaixonante? O homem que foi "Deus" para alguns foi um radical. O demônio do Século XX também foi um. Eu disse que o mundo era uma metáfora, vocês não quiseram acreditar.
Quando eu me posiciono de forma dura contra alguns grupos é porque é nítido sua ação perversa. Aliás, sempre que questiono ou luto, é sempre pelo coletivo. A individualidade, sempre tentarei separar. Quando eu, como entusiasta dos estudos das relações humanas peço à manutenção de Cotas e atribuo à alcunha de brancos racistas para a sociedade eu não sou um extremista. Pelo contrário, é o maior exemplo de afeto que eu posso oferecer pra quem ler o que eu escrever. Estou dando a orientação que eu não tive para que outras pessoas passem a serem mais participativas e menos ingênuas quanto às relações sociais. Se no meu lugar, uma companheira feminista viesse até aqui no blog PRAVDA e desforrar seu feminismo contra a sociedade MACHISTA e disesse que todos os homens são machistas, eu teria que aplaudí-la. Aplaudiria mesmo. Os homens são machistas, sim! Eu não fico ofendido por isso, pois sei o quanto somos prejudiciais para às mulheres. E esta possivel feminista, seria uma extremista na sua concepção? Claro que não (para mim!) Você queria que ela viesse aqui dizer que existem homens bons e homens ruins? Isso todo mundo já sabe. É utopia, é discurso de pessoas que ainda não atingiram outras alternativas de mudança que não seja o discurso adocicado. Aliás, se ela fizesse isso, (falasse de forma menos objetiva) todos os homens iriam querer fazer parte do grupo de isentos de culpa. Dos não machistas. E pra haver mudança, para que eu como homem, passe a perceber o quanto o fato de eu ser homem e PARAR de sustentar um status quo(*) de superioridade na sociedade para com às mulheres é que vai me alterar. Eu vou me situar da seguinte maneira: "Olha, tudo isso que ela falou é verdade. As mulheres sofreram muito e é óbvio que não é culpa delas, que elas não são inferiores, que elas não apoiam o preconceito contra si próprias... como eu fui idiota. Tenho que apoiar essa causa tão bela." E não pensar como a maioria faz: "NOSSA! Que menina radical, olha... ela disse que TODOS OS HOMENS SÃO MACHISTAS! Ela me ofendeu. Eu não sou machista, claro que não... eu sou do bem. Não importa o que os homens fizeram com elas no passado. Passado é passado. Elas é que não se dão valor." - é assim que um radical pensaria (1º aspas) e é assim que um porco pensaria (2º aspas). Um lixo intelectual pensaria assim (2º aspas). Um maldito pensaria assim! Como vocês querem que as mulheres reivindiquem seus direitos sem falar da realidade masculina, de como ela é maléfica? Vocês querem que elas continuem submissas e adotem um discurso "políticamente correto" (INCORRETO!) apenas pra não ofender 0,00001% da sociedade masculina? Elas estão é certissímas. É golpeando a classe que vamos mudar o mundo. É uma tática simples de guerra! Afinal, seres humanos não passam de massas de manobras. Copiam. Copiam sempre. Por isso que temos que ser RADICAIS MESMO, lutarmos pela verdade, proferir em alto e bom som nossas ideias, interessarmos por política, e mudar o mundo. Essa é a beleza da radicalidade. É nisso que eu acredito. É assim para todos: para os negros, para os brancos, para homens, mulheres, hetéreos, homos, cristãos ou ateus. Quando eu chamar alguém de branco racista, é no mesmo contexto que a feminista chamaria o homem de machista. Quando o gay chamar o hetéro de falso cristão e intolerante, ele estará certo. Sem choro nem vela! Portanto, não chorem! Não se assustem! É a essência. É a verdade. Não se acovarde. Não tenha medo do inferno. Aliás, transforme o inferno que é aqui. Construa você mesmo o paraíso. Junte-se a nós, pessoas radicais.

"Seja em você a mudança que quer para o mundo" Mahatma Ghandi (Leiam Ghandi no Wikipédia!)

PS: Se você for medroso, fraco ou hipócrita... saia correndo do mundo! Vá viver nas colinas. Viva de brisa, lá! Aqui, o único determinismo que vai triunfar será das pessoas que buscam o mundo pelo amor. Pela ideologia. Pela luta! Pela radicalidade! A imprensa, a igreja, todas essas instituições são grandes arrebatadores de pessoas que não querem nada na vida, que não são nada, a não ser egoístas. Continue sendo o que você quiser, só não seja imbecil ao ponto de lutar contra pessoas que querem fazer daqui um lugar melhor.

E aí, vai vestir a camisa ou vai continuar perdido nas trevas?
Precisamos de mais tropas para revolução. Todos somos iguais. Venha! Precisamos de você!

Legenda: (*) - (continuar usufruindo dos privilégios que meu genêrio oferece nessa sociedade machista)
(**) - é só golpear o líder (a classe, seu pensamento e suas atitudes) que você vence o restante.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eleições 2010: Dilma Roussef.


Esse é o primeiro texto dos outros que pretendo fazer abordando à política nacional. A idéia incicial é apresentar os candidatos sob minha perspectiva, ou seja, segundo meus ideiais e o que eu faria para o meu país.

Dilma Vana Rousseff Linhares, (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947, é é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente ministra-chefe da Casa Civil e pessoa mais cotada a ser o candidato apoiado pelo atual governo para as eleições à Presidência da República, em 2010.
Oriunda de família de classe média alta e tendo recebido uma educação tradicional, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, logo passou a integrar organizações que executavam atividades ilícitas, o que a levou para a clandestinidade. É controverso seu grau de participação nas ações das organizações clandestinas que integrou, o COLINA e a VAR Palmares, tendo essa última protagonizado um célebre roubo em meados de 1969, considerada a ação mais espetacular e rendosa de toda a luta armada. Finalmente capturada, passou quase três anos presa, entre 1970 e 1972, tendo sido submetida à tortura. É a atual ministra da Casa Civil e mãe do PAC (Programa de Aceleramento de Crescimento).

Opinião pessoal: Primeiro, não vou ficar em cima do muro. Dilma é a minha candidata à Presidência da República! Por quê? Ela é uma mulher. Mas, Pedro, só por isso? Não, claro que não. Apesar de que, eu já cansei dos velhotes brancos que sempre ocuparam a cadeira em Brasília. Eu quero mudança! Aliás, todo mundo sabe da minha simpatia para com o governo Lula, o primeiro governo de Esquerda do Brasil, que mesmo ferrenhamente sabatinado pelo PiG(*,) continua fazendo do nosso país um protagonista no cenário globalizado, e pasmên! Até eventos globais teremos na década seguinte! A administração petista não é o paraíso, claro que não e faço questão de relembrá-los dos episódios ruins como o Mensalão e o apoio ao Sarney. Mesmo assim, considero brilhante sua atuação. Portanto, Dilma é a candidata mais credenciada para a manutenção da "revolução"! Revolução é no sentido, de grandes avanços em políticas sociais e em educação que ocorreu no governo do PT, como o ProUni, às Cotas, o Bolsa Família e outros programas que buscam diminuir a desigualdade social que nossos governantes reacionários, classistas, latifundiários e exploradores construiram - isso é "revolução" pra mim. Aliás, revolução é o "sobrenome" desta senhora, que mesmo oriunda de uma família de classe média, chegou a impunhar armas de alto calibre e participar de organizações clandestinas de Esquerda, que ansiavam para o Brasil um lugar mais justo e não um grande latifúndio na mão dos conservadores. Vocês estão entendendo a dimensão? Dilma Rousseff é uma mulher que sempre viveu com a mudança em sua mente, independente do papel que a sociedade ainda impõe para a mulher, que é um papel de submissão e falsa independência.
Não vou enganá-los, Dilma não é e nunca foi um cordeirinho. Ela é conhecida pelo seu temperamento díficil e por suas brigas com outros políticos. Aliás, não vou mentir, prefiro pessoas sinceras do que pessoas de fala mansa, mas que usam um grande porrete para abatê-lo.

Portanto, esta é a apresentação da candidata à Presidência do Brasil, ministra-chefe da Casa Cívil, senhora Dilma Roussef.


Pedro Henrique do Amaral.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Engenheiro é preso por suspeita de racismo contra segurança de escola.


Um engenheiro foi preso na Zona Sul de São Paulo por suspeita de racismo. A vítima é um segurança de uma escola infantil, vizinha à casa do suspeito. Os dois começaram a discutir na tarde de terça-feira (6) por causa do barulho dos alunos.

“Ele falou um monte de palavrão, continuou, foi para o meio da rua e fez gestos de preconceito comigo. Apontou o braço para mim, mexeu no braço dizendo que eu não valho nada, que minha cor não vale nada”, afirmou.

Notícia na íntegra: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1332210-5605,00.html

ARTIGO DE OPINIÃO - TEMA: RACISMO:

Novamente? Pois é. E depois são os negros que são racistas. São os pró-cotas (sociais e raciais) que estão criando um estado racializado. São os negros os mais preconceituosos consigo mesmo. E claro, tem aquela célebre afirmação: "No Brasil o preconceito é de classe e não de raça. Somos todos miscigenados."
O Brasil é um país miscigenado sim. A pessoa que escreve este artigo é proveniente de uma relação entre negros e brancos! Mas, o que isso mudou nas relações sociais no Brasil? Nada! Os primeiros "mulatos" como são comumente chamados os filhos de relações interraciais não vieram para este mundo sob a aura do amor. Os primeiros mestiços brasileiros são provenientes de estupros. O senhor estuprava a escrava e o mulato nascia. Vejam bem: a nossa mistura é proveniente de um estupro! E eu tenho nojo disso. O preconceito racial é de mão única no Brasil e essa mão é branca. Não adianta tapar o sol com a peneira - a verdade seja dita. O que vemos hoje, são milhares de brancos oportunistas e racistas criando situações de racismo ao contrário, criando teorias fantasiosas para impedir a ascenção real da classe negra brasileira. E esse tipo de racista é o mais perigoso. É aquele rato que comanda todos os outros ratos, que cegos, agem de forma cooptada (reprodução acrítica). E essa mesma cooptação também atinge os negros, que mais cegos ainda, se aliam à corja branca racista e por medo de represálias ficam como macaquinhos discursando contra às cotas, discursando contra o Estatuto da Igualdade Racial, contra os Termos de Ajustamento de Conduta e todos os outros dipositivos legais de diminuição de desigualdade e do ideário racista da sociedade brasileira. Casos como desse engenheiro são comuns minha gente, basta ter mais melanina na pele que o mundo passa a ser diferente. O mundo negro é diferente do mundo branco.
O desaparecimento do preconceito racial não está na padronização de conduta não, não é tratando (falsamente) igual que as coisas irão mudar. Enquanto a sociedade brasileira não passar a reconhecer e valorizar as diferenças, introduzir o estudo da História da África nas escolas, valorizar o fenótipo negro em todos os campos de mídia, o preconceito sempre irá existir. São como 2+2=4 e o pior: os racistas sabem disso. Ou vocês pensam que o racismo é apenas um "pré-conceito", uma ideia idiota e ultrapassada que todos dizem por aí? O preconceito racial, de genêro, de classe, todos foram criados para algum fim, que hoje se traduz na sociedade atual, como forma de exploração capitalista. O branco não quer ascenção social do negro, do índio, grupos históricamete sem mobilização social entrando nas universidades. Por quê? Primeiro, que o negro que chega à universidade chega por muito mais esforço, "tem que ser 2x melhor" pra poder vencer a concorrência acadêmica, a concorrência étnica e por último até de gênero, e chegando na universidade, suas ideias libertárias e conscientes serão estimuladas. Segundo, ter um diploma é um trunfo salarial, é qualificação e quanto mais qualificação - maior é o salário pago. Terceiro, quanto maior for a renda de um negro, melhor será sua qualidade da vida e melhor será sua educação - que fará dos seus descendentes futuros concorrentes em pé de igualdade contra os filhos do branco que citei no começo. E convenhamos, numa sociedade como a nossa, quando muitos pretos estão reunidos juntos, é notável aquele ranço da população... é só reparar. Então, o racismo vai desde uma ofensa racial até um sistema claro de alienação política-social do negro, para que ele continue servindo como mão de obra barata como fora nos séculos de escravidão. É por isso que este rato tem que ser preso e condenado. E o que mais me deixa feliz na matéria, além da prisão, é de que aquelas crianças que assistiram a cena, com certeza terão muito menos chances de vierem a se tornar brancos racistas. Ou negros cooptados. Tem um estudo que diz, que se um racista for repreendido, ele tem cerca de 70% de chances de NUNCA MAIS voltar a cometer atitudes assim. Por isso faça sua parte. Por isso eu clamo: COTAS SIM (todas), Estatuto da Igualdade Racial SIM e JUSTIÇA SIM! Enquanto não admitirmos essa culpa não há cura. E vamos juntos construir um Brasil realmente democrático.

Recado para os irmãos negros: Não deixem se iludir pelo discurso racista e elitista dos jornais, jornais são empresas que são patrocinadas por outras empresas, portanto não liguem para a pressão social dos brancos racistas com aquele discurso idiota: "cotas é atestado de inferioridade"; "cotas é racismo" e tantas outras coisas. Cotas é um atestado verídico de que o Brasil tem problemas sociais baseados na cor da pele. Cotas é produto do racismo branco. Se não houvesse racismo e a falta de inserção do negro na sociedade, eu garanto, que nós não precisaríamos disso. Muito pelo contrário... é só ver as melhores notas nas universidades: de quem são na maioria dos cursos? Dos pretos cotistas! Então, continua sempre com a cabeça erguida e lute pelos seus direitos.

Recado para os irmãos brancos: Tudo que escrevi aqui é real. Analise com calma e reflita se é verdade ou mentira. É verdade. Portanto, tente se ver dentro deste meio, reflita como você age e principalmente como indiretamente você é racista e contribui para a manutenção do sistema de exclusão. Não é porque sua empregada é negra que você não é racista. Pense bem e verá, que uma consciência limpa e ativista pela justiça social é o melhor legado que alguém pode deixar.

Pedro Henrique do Amaral.